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FID-BECK - ROLLINGONTHEFLOORLAUGHING

Prá especulação, desinformação e erros ortográficos tó-ká eu!

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Prá especulação, desinformação e erros ortográficos tó-ká eu!

 O Comando Geral do Exército e as Forças Armadas anunciaram hoje (terça-feira), que durante um ataque efetuado pela força aérea israelita sobre uma posição militar síria no campo da província meridional de Quneitra à 1 da manhã de 13 de setembro de 2016, as forças de defesa aérea sírias responderam ao mesmo e abateram um caça de guerra israelita no sudoeste de Quneitra e um drone ao oeste da cidade Sa'sa, na zona rural do sudoeste de Damasco.

É ainda de notar, que o ataque israelita tinha como objetivo apoiar os grupos terroristas armados, numa tentativa desesperada de levantarem a moral deteriorante dos seus membros, devido às grandes perdas que têm sofrido em Quneitra nos últimos tempos.

DaFeed

A guerra que se realiza hoje na Síria é talvez, um novo tipo de guerra em termos dos meios utilizados, a sua dimensão, o tipo e o grande número de facções que participam nela. Cada uma das partes alega de estar defendendo a Síria e os direitos dos sírios, à um tal ponto, que o observador casual pode não ser capaz de distinguir o certo do errado ou o opressor do oprimido. Um tem que examinar os valores e comportamentos de cada uma das partes e reconhecer quem está defendendo a sua terra natal daqueles que vieram do exterior para implementar as suas agendas estrangeiras em solo sírio.

O exército sírio e os seus aliados estão lutando contra terroristas de todo o mundo, que vieram para a Síria com o apoio da aliança americana, que por seu turno, afirma de ser o baluarte na defesa dos direitos humanos, e combate na Síria em "defesa" do povo sírio. Esses terroristas foram trazidos para a Síria de prisões em todo o mundo, para defenderem a "revolução de igualdade e justiça", decapitando e assassinando pessoas inocentes, arrastando a matança e a destruição na Síria por mais de cinco anos.

Apesar da clareza da imagem para nós sírios, ainda existem aqueles que afirmam que existe uma verdadeira revolução síria e que uma oposição moderada está presente.

Mas a guerra na Síria não é uma guerra entre sírios. Tornou-se numa guerra entre dois eixos, um dos quais é o eixo americano-ocidental que deseja destruir a Síria por causa da sua posição estratégica, que se encontrava no caminho dos  objectivos geopolíticos ocidentais. Da Síria irradiava um ambiente cultural de convivência e de harmonia entre as mais diferentes religiões, e era um centro de resistência contra os projectos dos EUA-Israel na região.

As batalhas do ano passado na Síria mostraram a enorme ambição e o desejo dos americanos e dos seus agentes regionais em apoiarem grupos terroristas, bem como ficou demonstrada a sua elevada capacidade diabólica em trazerem carradas dessas víboras islâmicas e proporcionando-lhes armamento e todo o tipo de apoio material.

Tendo-se chegado à conclusão de que o exército sírio sozinho, sem o apoio dos seus aliados, poderia sofrer uma grande derrota para a nossa aliança como um todo, ela que rejeita a hegemonia unipolar liderada pelo novo liberalismo selvagem que aterroriza tudo e alguém que não concorde com o plano americano.

Talvez as intervenções dos EUA na Síria e na Ucrânia tenham sido os eventos mais importantes que demonstraram esse esquema americano na década actual. O fracasso americano na Ucrânia poderá lançar as bases para o fracasso da União Europeia (Brexit é um exemplo), porque o projecto da UE em si, foi fundado principalmente para preencher o espaço resultante da dissolução da União Soviética, e tentando controlar todos os estados circundantes à Rússia como fantoches norte-americanos a serem usados quando fosse necessário. O fracasso americano na Síria minou a formação de um novo Império Otomano, que já tinha sido planeado como um projecto paralelo àquele da União Europeia no mundo islâmico, liderado pela Irmandade Muçulmana. Tal foi criado para ser usado como mais uma ferramenta americana servindo os interesses americanos, ocidentais e  israelitas contra a Rússia e o seu eixo de resistência.

A intervenção militar defensiva desta aliança na guerra síria ocorreu em duas etapas. A primeira fase da intervenção foi iniciada pelo eixo resistente (Hezbollah, Irão e Síria), quando a guerra na Síria na verdade, parecia ser uma guerra directa contra todos eles juntos, especialmente desde a guerra de 2006 entre Israel e o Hezbollah no Líbano, e a qual demonstrou a capacidade do Hezbollah em manter as suas posições e de mudar as regras do jogo na região. Israel e os seus aliados sabiam que não havia nenhuma possibilidade de sucesso se realizassem uma outra operação militar decisiva contra o Hezbollah. Assim, eles criaram outros planos para atacarem o eixo de resistência e de fragmentá-lo - tal foi o objectivo de introduzirem todas essas víboras islâmicas na Síria e garantindo-lhes apoio ilimitado.

O eixo multipolar entrou na guerra (segunda fase da intervenção) quando eles tinham visto e reconhecido a natureza internacional da guerra síria e a sua influência sobre o futuro geopolítico do mundo. Além disso, ficou claro que o ataque dos EUA contra a Síria, assim como aquele sobre a Ucrânia, foi uma guerra planeada contra o eixo multipolar, e que a perda de qualquer destes países seria uma perda para todo o eixo.
Assim, a intervenção russa em Setembro de 2015 foi lançada para eliminar estes riscos e para ajudar o exército sírio a defender os seus pontos estratégicos. Esta intervenção russa impediu que o eixo unipolar vencesse a guerra na Síria.

Mas a batalha pela Síria ainda está em curso por causa do enorme apoio que os terroristas têm recebido da Arábia Saudita, da Turquia e do Qatar, além de todo o apoio ilimitado dos Estados Unidos, de Israel e dos seus aliados ocidentais.

Os combates verificados no mês passado em Aleppo, mostraram o desespero do eixo americano em romper o cerco imposto pelo exército sírio e pelos seus aliados aos quase dez mil terroristas armados na cidade de Aleppo. Eles enviaram milhares de novos terroristas apoiados pelos mais recentes tipos de armas e por todos os tipos de segurança e de apoio logístico, para que eles conseguissem alcançar alguns ganhos e ocupar alguns pontos no sul e no oeste de Aleppo. Mas eles não conseguiram alcançar todos os seus objectivos por causa da feroz resistência exercida pelo exército sírio e pelos seus aliados.

As batalhas em Aleppo têm demonstrado que os caças russos estacionados na base aérea de Khmeimim não conseguem cobrir toda a Síria ou impedir eficazmente o fluxo de grandes quantidades de terroristas, especialmente quando este movimento de terroristas ocorre à partir de Idlib para Aleppo (devido à curta distância entre eles). Estas batalhas também vieram a mostrar que o eixo hostil na guerra síria está lutando desesperadamente para puder preservar Aleppo como uma prioridade, de forma a conseguirem manter a sua posição na Síria. Para eles, causando ainda mais morte e destruição na Síria é um objectivo em si, daí por que eles tentam prolongar a guerra para alcançarem os seus objectivos.

A resposta da Federação Russa às novas exigências foi rápida e bombardeiros pesados russos começaram a atacar diferentes alvos terroristas utilizando a base aérea de Hamadan no Irão, algo que pode ser considerado como sendo uma nova era na cooperação russo-iraniana.

Em 16 de Agosto de 2016, uma grande delegação militar da China liderada pelo almirante Guan Youfei, director do Instituto de Cooperação Militar Internacional da Comissão Militar Central da China, visitou Damasco e se reuniu com Fahad Jassim al-Freij, o ministro da Defesa da Síria, para intensificarem a cooperação militar entre os dois países. A importância desta visita é o surgimento de uma nova aliança, ainda não declarada, como resultado da guerra síria.

Parece ser claro através desta cooperação estratégica entre a Rússia, o Irão, a Síria e a China, que esta aliança refuta as glorificações das revoluções coloridas na Ucrânia, Síria e noutros países. Esta nova aliança já traçou uma nova linha vermelha, baseando-se em novos valores e, especialmente, apoiando-se na legislação internacional, rejeitando assim os padrões duplos utilizados na resolução de crises internacionais, quando os EUA e outros países ocidentais estão autorizados a continuar com o seu antigo comportamento, como aquele ao qual se acostumaram desde da última década do século anterior.
A guerra síria anunciou o surgimento de uma nova era, e poderá mesmo ser forjada uma nova aliança decidida a confrontar a NATO no futuro próximo.

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